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À frente da Bel Lar, Carol Garcia comenta: “Escolhemos o caminho da arte para nos comunicar com o nosso público”

Insta: Bel Lar Casa Contemporânea

Ela tem rosto de menina, mas em poucos minutos de conversa é possível perceber que se trata de uma personalidade forte e determinada. Carol Garcia, o nome à frente da Bel Lar Casa Contemporânea tem feito muito mais do que o dever de casa correto desde que a empresa foi incorporada, em 2018, pelo Grupo IGL, empresa proprietária da Cimcal, maior rede de lojas de material de construção da região Centro-oeste de Minas, com sede em Divinópolis. Juntas, as duas marcas somam mais de um século de atuação e ambas são frutos de trajetórias familiares que se iniciaram com seus fundadores, Inimá Garcia Leão, na Cimcal, e Osvaldo Cypriano, na Bel Lar.

A empresária tem feito a diferença junto ao mercado de Belo Horizonte com sua atuação, unindo propósitos e valores que conhece de longa data e acrescentando o tempero da arte em várias frentes. Como ela mesmo diz, dando um passo de cada vez, sem atropelos, mas certamente contando com o universo conspirando a seu favor. “Acredito muito em energia”, confessa. A afirmação poderia parecer improvável para alguém que se formou em engenharia civil, mesma profissão do pai e que, mesmo tendo cursado um ano e meio de arquitetura, decidiu que o raciocínio das ciências exatas lhe agradava mais. “Gosto de cálculo. Para mim, dois mais dois são quatro”, brinca, quando lhe pergunto sobre seu contato cada vez mais sólido com a arte”

Mas antes de entrar nesse assunto, é bom entender porque Carol tem se destacado à frente da Bel Lar. “Quando entramos no mercado de BH, não tinha o que pensar, tinha que fazer. Tivemos que fazer toda a mudança de sistema, fazer a integração com o nosso sistema da Cimcal, o saneamento da estrutura da empresa, das contas, a unificação de processos, era muita coisa”, diz, lembrando de uma época complexa. Afinal, o grupo assumiu a empresa no dia seis de junho de 2018 e, no dia 1º de agosto, já inauguravam um sistema novo. “Vamos embora? Então vamos rápido, não dava para ter dois estoques e um não enxergar o outro”, lembra.

Passado esse momento desafiador, o processo de inserção de Carol no mercado contou com a consultoria da experiente profissional Junia Nocchi, que já estava na empresa antes. “Permanecemos com ela para fazer essa transição com os profissionais. Foi muito assertivo contar com o assessoramento da Junia, já que a nossa grande preocupação era a de passar segurança para o mercado de quem estava entrando. Ninguém me conhecia e queríamos passar que era uma transição de gestão, mas era para melhor. Era uma empresa sólida, que teria melhorias. Fizemos essa comunicação ao mercado de forma bem transparente, levamos os profissionais a Divinópolis para conhecer a nossa estrutura e essa parte correu muito bem. Não teve movimento de evasão, pelo contrário, percebemos um movimento de agregação de profissionais o tempo todo”, conta.

A partir daí, a Bel Lar iniciou a transição de posicionamento da marca, seguindo um trabalho estratégico que já estava pronto na gestão anterior, porém, ainda não executado. “Nosso raciocínio foi: porque não implementar? Adoramos a proposta, nos conectamos com o propósito dela e então, em maio de 2019 já estávamos mudando a logomarca da empresa”, comenta entusiasmada.

Assim começou o processo externo, depois de um ano ‘arrumando a casa’; “Fizemos um evento que até hoje é lembrado, uma palestra com a WGSN no CCBB-BH, na qual, oficialmente apresentamos o corpo diretivo da empresa, o novo posicionamento e nova marca. Foi uma palestra para marcar o que seria o nosso posicionamento dali em diante. E foi um processo ascendente”, diz. A partir de então, a empresária começou a implementar uma nova forma de acessar seu público. “Escolhemos o caminho da arte para nos comunicar”. Nesse sentido, ao participar de vários projetos, ela sentiu que uma ação potencializava a outra. A Bel Lar participou dos projetos Caravana Modernista, da CASACOR Minas, em 2019, do CASA VOGUE na Estrada, em 2020 entre outras oportunidades. “Estrategicamente era o que estava definido e fomos embarcando no que surgia de interessante nessa direção”. Atualmente, após concluir o projeto Jornada da Cerâmica com Israel Kiskansky, com uma série de lives bem-sucedidas com o artista, a empresa prossegue agora com a Jornada do Metal, também com Kislansky, que inclui uma exposição na CASACOR Minas 2021, no Palácio das Mangabeiras, em ambiente assinado pela arquiteta Patrícia Hermany. Nele, também acontece uma programação intensa durante a mostra.

Não para por aí. Em outubro deste ano a Bel Lar será a primeira empresa mineira como co-patrocinadora da Semana Criativa de Tiradentes. Pergunto o que mudou com o envolvimento cada vez maior com a arte. Primeiro ela me responde: “Sou engenheira. Mas descubro um universo novo, gostoso, curioso. A arte te permite maior sensibilidade, aguça essa parte que fica um pouco adormecida em quem tem o perfil das ciências exatas. Estou encantada”.

Mesmo com a escolha inicial pela engenharia, o universo deve ter trabalhado para que Carol esteja onde está, curiosamente bem próxima dos profissionais da arquitetura e mais próxima ainda da arte. Faltou perguntar alguma coisa? Sim. O que será que ela mais gosta de fazer? Ela diz que é ficar com a família, com o marido e os dois filhos ainda pequenos. A hora deles é deles e não tem nem celular ligado. Por fim, confessa que a família inteira ama o bom e velho rock’n roll.
Com um ritmo de vida desses, já era de se esperar que uma canção daquelas arrastadas não combina mesmo com Carol Garcia.

Fotos: Barbara Dutra

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