Design para os sentidos

Em parceria com a Templuz, arquiteto José Lourenço cria construção para mexer com as emoções do visitante da CASACOR Minas

Insta: José LourençoTempluzCasacor Minas

Eventos como a CASACOR. Bienais e festivais urbanos mundiais são, historicamente um território estimulante para pesquisas e experimentações em arquitetura, ou como forma de mostrar novas técnicas construtivas e também de realizar desejos que provavelmente não aconteceriam fora desse cenário. Algumas obras tem efeito provocativo e servem para inspirar ou para traduzir um momento, ou a necessidade que nele aflora.

O espaço construído pelo arquiteto José Lourenço para a CASACOR Minas 2021, instalada no Palácio das Mangabeiras, em Belo Horizonte, permitiu  que ele explorasse novas ideias. Em seu projeto, ele foge do convencional do que se espera de uma mostra como essa para oferecer, em uma arquitetura efêmera, para dar voz a um sentimento coletivo, vivenciado intensamente do ano passado para cá, com a realidade da pandemia.

Na visitação, não é o design de um móvel, a cor da parede ou o layout de uma casa o que o público vai assimilar, mas um conjunto de sensações, pensadas pelo arquiteto para emocionar e tocar o visitante nessa experiência.

Não é uma sala, um quarto ou qualquer outro cômodo da casa. É uma estrutura metálica em forma de cubo. Uma das mais simples formas da arquitetura dar significado a um abrigo humano, uma casa. Feito externamente em quase em sua totalidade de vidros refletentes, ele simula a beleza externa: a arquitetura do Palácio e a natureza moldada por um paisagismo vigoroso. Ao mesmo tempo lembra que uma casa deve refletir um pouco de quem vive ali. Afinal, a arquitetura trabalha com isso.

Mas não é uma casa, é um cubo cujo espelhado dos vidros que cobrem sua estrutura também suscita a curiosidade. É da natureza do ser humano essa curiosidade, daquilo que está por vir. Claro que não dá para desprezar o aspecto de que fazer uma foto nesse lugar é uma oportunidade de belos enquadramentos. Sim, ela é real, mas o cubo é mais do que isso.

A estrutura de 3 metros cúbicos reserva surpresas, que mexem com os sentidos para quem escolhe percorrer seu interior. Da entrada ao momento em que essa experiência fica para trás, acontece algo, como se o cubo nos falasse intimamente. E ele fala! Seja qual for o sentido mais aguçado, audição, visão, olfato ou tato, o trajeto interior remete cada visitante a lembranças, sentimentos, desejos e perspectivas. Uma experiência única, por isso o nome, Design para os sentidos – Templuz.

FOTOS E VÍDEO: ESTÚDIO NY18

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