Burning Man

Sessão revival: dois anos sem a experiência presencial de celebrar a auto expressão e a arte no deserto de Nevada

Insta: Burning Man Project

A pandemia tem cancelado inúmeras atrações mundo afora e, uma delas que mais uma vez não vai acontecer ao vivo é o Burning Man (no ano passado também não rolou). A organização decidiu que o evento, previsto para acontecer no final de agosto de 2021 não pode acontecer, embora os Estados Unidos estejam obtendo uma boa resposta contra a pandemia, ela ainda não acabou. As incertezas que precisam ser resolvidas são impossíveis para o tempo que temos”, escreveram os organizadores no site do festival, acrescentando: “Decidimos focar nossas atenções no evento de 2022”.

Como estamos em pleno mês de agosto, resolvemos reeditar algumas imagens sobre essa experiência difícil de ser definida em poucas palavras, ou até mesmo da perspectiva de alguém. Fundado em 1986, o Burning Man acontece no deserto, no estado de Nevada. Black Rock City é uma cidade que só existe uma vez por ano e costuma reunir mais de 70 mil pessoas. Os princípios centrais do Burning Man são sobre celebrar a auto expressão, responsabilidade cívica e arte. E o que ele propõe está infinitamente além do que a maioria das pessoas imaginam que é: um grande festival de música eletrônica no deserto. A parte do deserto é muito real e é melhor você estar bem preparado!

O Burning Man é, antes de tudo, uma incrível demonstração de criatividade e auto expressão humana, que nasce quando há espaço e liberdade para exercê-las. Os participantes são simultaneamente os espectadores e os “criadores” do evento. O enorme espaço é dividido em duas áreas principais: a área de camping formada por uma série de ruas que se cruzam e entrelaçam e uma “playa aberta” reservada para instalações de arte.

“Explorar essas áreas é uma experiência sem fim, pois estão sempre mudando com centenas de veículos mutantes e artísticos de todos os tamanhos, formas, cores, sons e efeitos de luz “planando” pelas ruas ou pela vasta paisagem aberta da playa”, comenta Marcelo Coelho, que registrou tudo o que pôde quando esteve lá, com câmera e filmadora em punho.

No Burning Man, artistas e engenheiros de todos os cantos do planeta levam suas ideias e projetos para construir uma enorme variedade de instalações de arte na playa. Em 2018 quando Marcelo Coelho vivenciou essa experiência, as instalações incluíram um orbe gigante de 100 metros de diâmetro e uma esfera de cinco andares coberta com uma pele móvel de cascas de origami e pontas radiantes iluminadas com mais de 100.000 LEDs.

Muitas das instalações de arte, incluindo “O Homem” e ”O Templo”, são queimadas até o chão no final do evento para seguir um de seus principais princípios, que é “não deixar vestígios”. Além disso tudo, existem dezenas de carros de som mutantes, todos eles com sistemas multimídias de muita qualidade e DJs de renome mundial, que passeiam pela playa, em meio a festas que começam ao pôr do sol e terminam depois do nascer do sol.

Para viver o Burning Man é preciso muita preparação. Todos devem levarr sua própria comida, água e acessórios necessários às condições inóspitas do deserto. Ler o “Guia de Sobrevivência” é uma obrigação. Como as tempestades de areia, podem ocorrer no decorrer dos dias, os participantes usam usa acessórios apropriados para se divertir com segurança e isso acaba compondo a cena de uma forma inusitada.

Quem vê de fora, tem a sensação de que se trata de um set de filme. Cada um se expressa como quer e, no meio dos campings há de tudo: lounges para descanso, carros artísticos decorados sempre com muita criatividade. Entre as curiosidades, por lá não circula dinheiro, compra ou venda: tudo funciona na base da troca. A ideologia do festival se baseia em se doar mais, doando seu tempo, alguma experiência que você tenha, ou de alguma forma algo que traga ao outro o sentimento de dar e receber.

Quem já passou pela experiência de participar do que acontece em Black Rock City durante a temporada do Burning Man sabe que ela é inesquecível. E a vontade, certamente, é de poder viver isso novamente. Que venha 2022!

FOTOS: Marcelo Coelho

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