Alegria é a melhor coisa que existe

Projeto de Flávia Roscoe, inspirado em letra de Vinícius é leve e coeso. Da arquitetura ao detalhamento, tudo funciona junto

Insta: CASACORMINASFLÁVIA ROSCOE

Como dar início a um projeto de arquitetura? Deixando o lápis solto no papel, debruçando-se em frente ao computador, respirando um pouco o ar do local onde a construção vai concretizá-lo? Não somos arquitetos e imaginamos que devem haver infinitas outras formas de dar início a um projeto. Assim como em outras áreas, há profissionais que começam a tecer ideias a partir de um poema, um livro, uma obra de arte. Esse encanto aconteceu com a arquiteta Flávia Roscoe, no ambiente que ela assina na CASACOR Minas. A inspiração veio da letra de Samba da Bênção, de Vinícius de Moraes, aliás ótima pra gente cantarolar internamente em muitos momentos: “É melhor ser alegre que ser triste, alegria é a melhor coisa que existe.”

O escritório de Flávia Roscoe trabalha com projetos de arquitetura e de interiores e, nesse ambiente que está na CASACOR Minas, ela teve a oportunidade de fazer do jeito que gosta: a partir da construção até o detalhamento, tudo foi pensado de forma coesa. Tudo ali está integrado, funciona junto.

A simetria nasce a partir da fachada e entra para dentro do espaço de maneira muito bem resolvida. Por fora, uma caixa de luz pousada sobre os jardins, com brises que, à noite, se destacam com a iluminação. Não é para perceber de imediato, mas para ser sentido. Internamente, a intenção de se criar um lugar de convivência, alegre, fresco, que possibilitasse encontros em torno da mesa.

O espaço gourmet remete à tradição milenar (e muito mineira) de compartilhamento em torno do fogão. Ali, no comando desta cena, a pessoa fica de frente para todo mundo. O living é fluido e flexível: atende tanto à mesa de centro que faz parte de seu layout, mas também pode se voltar para o que está acontecendo na área gourmet.

A escolha de uma paleta em tons de verde não é por acaso: tem a ver com a proposta de leveza. E vai desde o piso que vira na parede onde está a tv e obras de arte, dando efeito de continuidade, ao mobiliário, com peças de design que acolhem e ampliam a sensação de casa. O teto de madeira maciça foi feito manualmente para o espaço e os brises, que além de oferecerem proteção térmica, também reforçam o conceito de acolhimento.

O paisagismo parte do princípio da tropicalidade, utilizando folhagens largas se integrando não só com a arquitetura, mas também com a decoração. E os adornos são coerentes ao todo, fazendo com o que o espaço fique ainda mais agradável, com peças rústicas, cerâmicas, madeiras, peças em pedra e a bela mesa montada pela Ma Perle Table Couture.

A iluminação valoriza o projeto, reforçando os trechos mais importantes e marcando a arquitetura. Aqui ela é harmônica à intenção do projeto. Ela destaca a peça que constrói toda a narrativa do espaço, uma grande e colorida tela de Leonora Weissmann, que fala por si só, absoluta.

FOTOS – JOMAR BRAGANÇA

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