À flor da pele

Entre projetos museográficos, expográficos e de arquitetura, o nome de Alvaro Razuk se sobressai, apresentando um trabalho sensível e apurado

Insta: ALVARO RAZUK

Temos nos servido das formas visuais desde os primórdios da civilização. E, cada vez mais, lançamos mão delas para nos comunicar. Não seria diferente com museus e exposições relacionadas à cultura de modo geral, que também têm buscado modificar a maneira de pensar e expor objetos e arte.

Um dos nomes que tem se notabilizado em projetos museográficos, cenográficos e arquitetônicos é o do arquiteto Álvaro Razuk. Trabalhando com uma equipe interdisciplinar, composta por arquitetos, designers, fotógrafos e produtores, seu escritório se destaca na elaboração e coordenação de projetos culturais desde a concepção até a entrega final.

A entrada de Razuk nesse meio aconteceu, como ele diz, por acaso. O primeiro trabalho foi o projeto de uma exposição, em 1996, para a mostra coletiva Antárctica Artes com a Folha. A partir dali, não parou mais. Seu nome virou referência.

Mas foi ao ser responsável pela cenografia que elevou o Paço das Artes como local à altura de qualquer museu digno para a arte contemporânea, na exposição “Sete Intelectuais na Floresta de Bambu”, com cinco projeções de Yang Fudong, realizadas entre 2003 e 2007, que Álvaro Razuk considera ter sido aí seu ponto de mudança.

Trabalhos pontuais importantes, como para a Bienal de São Paulo e a Bienal de Veneza convivem com outros de igual grandeza realizados mundo afora, em cidades como Bogotá (Colômbia), Lisboa (Portugal), Dresden (Alemanha), Cidade da Praia (Cabo Verde), Luanda (Angola) e Maputo (Moçambique).

Álvaro Razuk, que continua atuando na arquitetura civil ligada à área de cultura, também leciona e cuida das galerias e do cinema da Escola da Cidade, faculdade de arquitetura e urbanismo em São Paulo. É ele quem assina o projeto de adaptação da sede do Paço das Artes, no Casarão Nhô Nhô Magalhães em Higienópolis e também o de readequação do edifício do MIS – Museu da Imagem e do Som de São Paulo, bem como o da Pinacoteca de Botucatu (SP).

Para a Feira do Livro, que terá sua segunda edição em junho, na praça Charles Muller, no Pacaembu, Razuk buscou criar uma ‘cidadela de livros’, na qual os leitores percorram as ‘ruas’ formadas entre as tendas de expositores. É ele quem vai assinar o projeto expográfico da Semana de Arte Contemporânea do IA (Instituto de Arte Contemporânea), em Ouro Preto, este ano. E ainda no final deste ano, inaugura outro importante trabalho: o Centro de Memória da rede Sara Kubitcheck, em Brasília.

Difícil enumerar tudo o que Álvaro Razuk já fez. Quando perguntamos de onde vem sua inspiração, ele nos responde que o que procura fazer é reagir a uma questão conceitual, colocada ou pelo curador ou pelo artista. “É mais do que criar um ambiente expositivo para torna-lo mais envolvente e interessante”, define.

FOTO DE CAPA – EXPOSIÇÃO AMAZÔNIA, DE SEBASTIÃO SALGADO (2022). FOTO: ALVARO BALLARDIN

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