A casa do Lô

Compositor compulsivo, Lô Borges diz que sua casa é o lugar onde se sente feliz e à vontade para criar

Insta: LÔ BORGES

A inspiração pode estar em toda parte, mas é dentro de casa que Lô Borges encontra o universo que conspira a favor de sua música. E ele garante que não precisa de um mega estúdio para ver suas composições nascerem.  Seu ambiente preferido é o que ele chama de ‘quarto de tocar’. “Sou franciscano para compor. Preciso de um teclado, para quando quero compor no piano, uma guitarra, para compor algo mais pesado e um violão. É diferente de um estúdio, onde eu tenho oito violões, cinco teclados e dez guitarras. Em casa preciso de muito pouco, só esses três instrumentos mesmo e um gravador de celular, que é onde organizo minhas músicas”.

Lô compõe muito e de forma acelerada. Em 2022 sobe ao palco para lançar o álbum inédito Chama Viva, com participações luxuosas de Milton Nascimento, Beto Guedes, Patrîcia Maês e Paulinho Moska. O ano já seria especial, mesmo sem turnê, já que marca os 50 anos de dois álbuns icônicos, o Disco do Tênis e Clube da Esquina, eleito recentemente o melhor álbum brasileiro de todos os tempos.

O pique do garoto que tinha menos de 20 anos quando produziu essas duas pérolas da mpb continua acelerado na proximidade dos 70. Apenas nos últimos quatro anos Lô Borges produziu quatro álbuns com músicas inéditas e garante que tem material para lançar outros dois discos novos. “Se você não está disponível para o instrumento, a música não vai cair do céu. Se você não puser a mão na massa, não tem música. Todo artista tem de ir onde o povo está e todo compositor tem que ir onde a música está. E ela está nos instrumentos musicais, em um lugar onde você se sinta à vontade para criar, que no meu caso é na minha casa, num quarto qualquer com meus instrumentos, onde eu fico lá feliz da vida. Eu costumo brincar dizendo que faço música de baciada”, diverte-se.

Se Lô não precisa de muito para compor e compor e compor, aqui no TENDÊNCIAS nos intriga saber se ele precisa de muito para morar. Ele responde de imediato: “O que preciso é de uma casa prática, quase japonesa. Na minha casa não preciso de muita coisa para me sentir feliz nela. Eu já morei em mansão, já morei em casas gigantes, com campo de futebol, sauna e estúdio. Hoje minha vida é muito mais editada”.

Para Lô Borges, em casa as coisas têm que estar ao seu alcance. “Eu gosto muito da experiência que tive em Tókio. Lá, eles otimizam um espaço mínimo para fazerem grandes coisas. É o meu caso: eu não preciso de muita coisa para compor uma música e também não preciso de muita coisa para morar. Preciso de um bom banho, uma boa cama, uma boa sala e uma boa vista. A vista é fundamental. Sou um contemplativo, acabo de fazer uma música, boto o fone para ouvir o que fiz e fico olhando para a Serra da Piedade. Ter uma bela vista, para mim, é fundamental”, conclui.

FOTOS: ARQUIVO PESSOAL DO ARTISTA

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