Conexão que importa

Projeto trata a natureza com respeito e inverte a lógica de circulação da casa, ampliando o contato com o verde

Insta: TETRO ARQUITETURA

Terra, terra. Por mais distante o errante navegante, quem jamais te esqueceria? Foi impossível não pensar em Caetano cantando, ao ver o projeto dessa casa, assinado pela Tetro Arquitetura, dos arquitetos Carlos Maia, Débora Mendes e Igor Macedo. E já que a proposta seria a de intenso contato com a terra e a natureza que a circunda, ela ganhou o mesmo nome da música.

Situada na região da Serra do Cipó, a cerca de 120km de Belo Horizonte, a casa está rodeada pelo verde, em um terreno com topografia plana onde existem diversas aroeiras, árvore que no inverno perde suas folhas e no verão mantém suas copas verdes. Além de fazer divisa com uma área de proteção ambiental com extensa mata nativa, tem, na parte central do terreno as melhores características ambientais que ficaram intactas, sendo essa questão definidora tanto do conceito como de sua implantação.

Assim, a estratégia para sua implantação foi criada a partir do questionamento de quais partes do terreno não deveriam ser ocupadas e o que deveria ser mantido, invertendo a lógica de pensar inicialmente no que deveria ser construído. Os ambientes foram distribuídos debaixo de uma laje fluida, que se desdobra pelos espaços vazios entre as árvores.  

Como se trata de uma casa de fim de semana, a cozinha social e a piscina ficam no centro do terreno e, mais privativa, a suíte principal está localizada nos fundos. Já os dois quartos de hóspedes e a sala foram situados na parte frontal do lote. Voltados para a vista da mata, todos esses espaços buscam intensificar o contato do corpo com os elementos naturais. O banheiro aberto, por exemplo, foi projetado embaixo da copa das árvores.

O resultado é um projeto que foge do convencional, é extremamente respeitoso com a natureza e que inverte a lógica de circulação, permitindo que se vá de um ambiente ao outro caminhando pelo jardim, ou fazendo o percurso debaixo de uma marquise, nos dias chuvosos. Um lugar de desconexão e descanso, feito sob medida para um jovem casal que, no dia a dia, vive em um apartamento em BH.

O texto foi elaborado a partir do descritivo enviado pelos arquitetos.

FOTOS – LUISA LAGE

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