Casarão Doimo

Sofisticação, história e um restauro cuidadoso envolveu área externa e dois casarões que compõem seu conjunto arquitetônico, aberto para visitação

Insta: CASARÃO DOIMODOIMO BRASILBETH NEJM ARQUITETURA

São Paulo, a capital mais cosmopolita do hemisfério Sul, é mais conhecida por seus contornos verticais, que delineiam grande parte de sua paisagem urbana. A cidade, entretanto, guarda preciosas construções históricas. Uma delas, que recentemente foi aberta à visitação pública, está logo ali, a dois quarteirões da Avenida Paulista, a mais conhecida, frequentada e também a mais paulistana das vias da cidade. Embora tenha nascido no século 19, época em que abrigava as mansões dos empresários cafeeiros, esse cenário mudou por completo: os três km de avenida são tomados por prédios imponentes e arranha-céus.

Sim, mas bem pertinho da Paulista, um casarão que preserva as linhas do art déco, de tendência neoclássica, foi restaurando e aberto ao público no final de 2021. Datado de 1930, ele pertenceu à família Abdulkader e, de poucos anos para cá, pertence ao Grupo Doimo, fundado em 1994 e atualmente uma joint venture ítalo-brasileira do setor moveleiro, situada em Ribeirão das Neves, em Minas Gerais, que tem à frente Elias Tergilene, CEO da marca.

“Conheci a casa quando ele a comprou e, a partir dali, dei uma consultoria sobre o que fazer para permanecer com a mesma leitura de época da construção, preservando ao máximo seu aspecto original”, comenta a arquiteta mineira Beth Nejm. Beth acompanhou todo o restauro e ressalta que nada nos ambientes foi descaracterizado.

“Já era uma casa preservada e assim foi possível refazer sua história. Os pisos, os vitrais e todos os detalhes são lindos”, diz. Ela conta que a primeira ideia era transformar a edificação em moradia, ideia que foi descartada por Tergilene, que a transformou na Casa Doimo.

A ligação da empresa com a Itália foi importante nessa decisão. “A Itália é reconhecida por sua riqueza histórica e cultural e faz questão de manter as construções antigas. Restauramos esse casarão com o intuito de valorizar a São Paulo antiga”, comenta Tergilene.

O restauro, fruto de dois anos de obra, foi além da sofisticação da construção, permitindo que os espaços externos se transformassem em uma atração à parte. É o caso da fonte de água, do orquidário e do jardim, à cargo da paisagista Mariza Rizck.

O conjunto arquitetônico, formado por duas casas foi estudado com cuidado, utilizando a mesma madeira de época para os pisos e adornos. Internamente, cada ambiente traz uma composição de mobiliários, recheados com design de alto padrão, em harmonia com o projeto original, harmonizando o contemporâneo ao clássico. Tanto o layout interno como a iluminação também tiveram consultoria de Beth Nejhm.

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